Degustação de cinco vinhos espanhóis mono-varietais

Em conjunto com o sommelier Flavio Melara (U.V.A. Floripa), Cervejas e Vinhos realizou uma degustação com a temática “vinhos espanhóis mono-varietais”. Também acabou funcionando como um mini-passeio pela Espanha, já que cada vinho era de uma região diferente. Confiram como foi:

A garrafa que abriu o flight foi o Bodegas Gratias Sol Tardana 2019, da região de Manchuela, em Castilla-La Mancha. A uva Tardana, também conhecida como Planta Nova e Tortozon, é bastante rara e pouquíssimos produtores elaboram vinhos mono-varietais com ela. Com produção biodinâmica e amadurecimento de 3 meses em vasos de barro “tinajas”, Sol Tardana apresentou aromas de maçã e pera, boa acidez e final médio. Havia também um leve toque mineral. Bom vinho!

Ca Di Mat “Valautin” Albillo Real 2018 nos surpreendeu! Que vinho diferente! O aroma era exótico e selvagem, contendo especiarias como cravo e uma fruta que não conseguimos identificar. Possuía menos acidez que o vinho anterior, porém muito mais textura e sabor concentrado. Ca Di Mat é um projeto desenvolvido na Sierra de Gredos, arredores de Madrid, com produção orgânica, vinificação não intrusiva e fermentações naturais. Ótimo vinho e a chance de conhecer uma uva pouco lembrada, a Albillo Real.

Partindo para os tintos, abrimos o Fedellos do Couto Cortezada 2018. A vinícola pertence aos mesmos proprietários da Ca Di Mat, porém aqui saímos de Madrid e fomos para Ribeira Sacra, na Galícia. Já falamos sobre Ribeira Sacra e a uva Mencía aqui no site. Cortezada é um Mencía rústico, com notas de cerejas, folha de tabaco e ervas. Produção orgânica, com amadurecimento em demi-muids de 500L. Um vinho leve, com boa acidez; um tinto ideal para beber no calor devido ao seu frescor. Mencía em pureza.

Parajes del Valle Monastrell 2020 é uma produção orgânica, da região de Jumilla, na Murcia. Sem passagem por madeira, com fermentação alcoólica e malolática ocorrendo em tanques de concreto. Trata-se de um Monastrell (Mourvèdre) menos extraído do que de costume, com ótima drinkability. Apresentou notas de frutas vermelhas e especiarias, com características médias de corpo, acidez e taninos. Gostamos!

Finalizando em grande estilo, provamos o delicioso Alvear Solera Cream, feito com a grande uva de Montilla-Moriles, a Pedro Ximénez. Já falamos sobre a região e a uva aqui no site, assim como da vinícola Alvear, de suma importância para a história do vinho em Montilla-Moriles. Solera Cream é um Oloroso doce, com 15% de álcool natural, sem fortificação. Ao contrário do Fino, Alvear produz seu Oloroso impedindo o desenvolvimento do véu de flor. O impacto desse envelhecimento oxidativo depende mais do carvalho, do oxigênio e do tempo. Como já era de se esperar de um Oloroso, o aroma é incrível, com as tradicionais notas de frutos secos e mais figo, damasco, mel, etc. Final longo e sedutor. Belíssimo vinho!

Adquirimos os cinco vinhos em três lojas diferentes: Saint VinSaint, Belle Cave e Cellar.

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