Cervejas e Vinhos participa de degustação de espumantes Nature

Cervejas e Vinhos esteve presente em mais uma degustação realizada em Florianópolis, organizada por uma confraria local, no restaurante Rita Maria Lagosteria. O tema: Nature. Ou seja, buscávamos espumantes com menos açúcar residual, e pouca ou nenhuma adição de licor de expedição. Foram selecionados seis rótulos, incluindo duas cavas, uma champagne, um exemplar italiano exótico, e dois do Novo Mundo (Argentina e Uruguai). Vamos a eles:

Freixenet Vintage Reserva 2012 D.O. Cava
Possuindo o corte clássico das Cavas, com as uvas Macabeo, Xarel-lo e Parellada, este Freixenet Nature da Catalunha entregou o que prometia, com frutas cítricas e notas autolíticas no aroma. Acidez alta, corpo médio, bolhas cremosas e final médio. Bom espumante!

Rutini Brut Nature Cosecha 2012
Possuindo 50% de Chardonnay e 50% de Pinot Noir em seu corte, o espumante argentino estava dominado por aromas terciários, como pêssego em calda, castanha, “padaria” e ervas em infusão. Complexo e evoluído, porém já havia passado seu auge. Ficamos muito curiosos para provar este espumante de uma safra mais recente, pois ao que tudo indica trata-se de um ótimo vinho.

Bodegas Carrau Dixième Brut Nature
Aqui tivemos um 100% Chardonnay de Canelones, Uruguai. Bem característico da uva que lhe originou, com aromas de abacaxi, banana e notas lácteas. Acidez média(+), corpo médio, bolhas cremosas e final médio. Bom!

Corte Moschina Purocaso Sur Lieviti
Já havíamos comentado este rótulo aqui no site, no artigo: Degustação de Vinhos da Importadora Mondoroso. Na ocasião escrevemos: “Produzido a partir de uma casta desconhecida no Brasil, a Durella, este espumante do Vêneto surpreendeu com sua mineralidade e as leveduras na garrafa (sui lieviti / sur lie). Talvez não seja para todos os gostos, mas julgamos bem original”. Desta vez, em meio aos outros, o Corte Moschina agradou menos (deve-se levar em conta também, um possível envelhecimento indesejado). A acidez era alta, mas o corpo e a intensidade de sabor eram ligeiras, as bolhas delicadas, e o final médio(-). No aroma trouxe notas de padaria, limão e cabeça de fósforo. Definimos o nível de qualidade como aceitável.

Castell d’Or Cossetània Gran Reserva 2011
O quinto vinho servido, uma Cava Brut Nature (50% Xarel-lo, 30% Macabeo e 20% Parellada), foi considerado o melhor da noite. Mesmo já estando evoluído e terciário, ele ainda possuía muita vivacidade. O aroma remetia a avelã e crème brûlée. Acidez e corpo médio, bolhas cremosas e final médio(+). Uma delícia!

Champagne Drappier Brut Nature Zero Dosage
Finalizando a degustação, uma champagne 100% Pinot Noir, trazendo no nariz frutas tropicais maduras e notas de panificação. Estava evoluído, com características terciárias, mas ainda aprazível. Acidez e corpo médio, bolhas cremosas e final médio. Consideramos bom, porém abaixo das expectativas para uma champagne.

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