Cervejas e Vinhos participa de degustação de Pinot Noir

Em janeiro Cervejas e Vinhos esteve no Restaurante Sabor Peru, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, participando de uma antiga confraria da cidade, cujo tema do dia foi Pinot Noir. Cinco garrafas foram selecionadas e servidas às cegas, incluindo no meio uma “pegadinha”, um vinho de outra uva que pode se assemelhar a Pinot Noir em seus melhores exemplares.

Gustave Lorentz Pinot Noir Réserve 2011

O Pinot Noir alsaciano abriu a noite e fez bonito, sendo considerado o segundo melhor do quinteto. Com aroma principal remetendo a groselha, trata-se de um vinho leve, frutado, com boa acidez e sem passagem por madeira.

Dominique Piron Morgon La Chanaise 2012

Aqui tivemos a “pegadinha”, um cru de Beaujolais, feito a partir da casta Gamay. Os bons Beaujolais podem ser confundidos com Pinot Noir, mas este não enganou ninguém logo na análise visual, devido a sua cor mais escura. No aroma trouxe framboesa e em boca um tanino mais presente e certa evolução.

Humberto Canale Pinot Noir Gran Reserva 2012

Este vinho da Patagônia apresentou um aroma mais complexo do que os anteriores, em parte devido ao seu estágio de 12 meses em barril de carvalho americano e francês. Fruta vermelha madura e as notas oriundas da madeira se fizeram presente no nariz e em boca. Para os apreciadores do estilo Novo Mundo, é uma boa pedida.

Villaggio Bassetti Ana Cristina 2015

O Pinot Noir de São Joaquim-SC é um velho conhecido nosso, e sempre o tivemos em alta conta. Mas às cegas, e comparado aos demais, acabou se revelando o vinho mais simples da noite. Simples, porém correto. Levinho, frutado, fácil de beber.

Laureano Gomez Pinot Noir Gran Reserva 2016

E se a degustação fosse um campeonato, o título de campeão iria pra este último vinho, que fechou a noite com chave de ouro. Proveniente do Valle de Uco, em Mendoza, este Pinot Noir argentino mostrou de cara que possuía “um algo a mais”. Vinhas de 44 anos, produção limitada (1420 garrafas), com fermentação malolática, estágio de 1 ano em barrica de carvalho francês e mais 1 ano em garrafa descansando na adega antes de sair ao mercado. Mostrou complexidade no nariz e em boca, incluindo frutas vermelhas e notas terciárias. Vinhaço!

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