Top 10: Os dez melhores vinhos que degustamos em 2020

2020 foi um ano atípico, que registrou um recorde no consumo de vinho no Brasil, ao mesmo tempo em que eventos e cursos presenciais foram cancelados devido a pandemia. Cervejas e Vinhos conseguiu provar, ao longo do ano, 280 vinhos de 21 países, dos quais selecionamos abaixo os 10 que mais nos impressionaram:

10 – Jean Luc Colombo ‘Le Rouet Rouge’ Hermitage 2010

Os amantes de Syrah sabem que Hermitage é a denominação de origem mais respeitada e reconhecida de todo o planeta em relação a casta, e que fica localizada na parte norte do Vale do Rhône, na França. Como já era de se esperar pela safra, o vinho estava dominado por notas terciárias (couro, carne, alcaçuz). Um vinho grandioso, que foi melhorando a cada taça. Adquirido na Decanter.

09 – Peller Ice Wine Cabernet Franc 2017

Em meio a Tokajis e Sauternes, o vinho doce que mais nos surpreendeu esse ano foi um Ice Wine canadense. Aromas de amora e cereja, e em boca geleias de frutas vermelhas. Delicioso! Presentão da nossa amiga sommelière Gabriela Rosa, que o trouxe de uma viagem ao exterior.

08 – Rivetto Barolo Serralunga d’Alba 2011

Cru de Barolo, fonte de Nebbiolos encantadores. Elegante e poderoso, dominado pelas notas de especiarias e compotas de frutas vermelhas. Adquirido na Santa Adega, pela metade do preço, graças à uma super promoção. Dessas sortes que temos poucas vezes na vida.

07 – Tempos Vega Sicilia Pintia 2013

Por uma coincidência, nos deparamos com esse vinho no Emporium Bocaiúva, pouco tempo após escrevermos aqui no site um artigo sobre a Vega Sicilia. Pintia é um projeto da renomada vinícola na região de Toro, na Espanha, cuja proposta é realizar vinhos de Tinta de Toro (Tempranillo), que sejam “tão notáveis pela sua pureza quanto por sua intensidade de sabor”. Sem dúvida conseguiram! Um grande vinho, com um frescor absurdo. “Um punho de aço em luvas de seda”, nas palavras de Steven Spurrier.

06 – Dall’Agnol DMD 2005

DMD significa Dupla Maturação Direcionada, e consiste em provocar uma segunda maturação da uva através do corte de parte dos ramos que sustentam os cachos, provocando forte passificação natural das bagas ainda no vinhedo, e conseqüentemente a concentração de todos os constituintes do mosto da uva. Adquirimos o vinho na Estrelas do Brasil, diretamente com o enólogo Irineo Dall’Agnol, que nos recomendou verter o vinho num decanter e deixá-lo respirando por 10 horas! Claro que degustamos uma taça do vinho assim que abrimos a garrafa, e bebemos o resto 10 horas depois, e a evolução foi incrível, incluindo mudanças até mesmo em sua cor! Estávamos céticos de que o vinho sobreviveria todo esse tempo, mas o que encontramos na taça 10 horas depois foi uma espécie de Amarone brasileiro, estruturado e complexo. Ao lado do DNA 99 da Pizzato, foi o melhor tinto gaúcho que já tivemos o prazer de beber.

05 – Domaine Arlaud Roncevie 2018

Em uma degustação com cinco exemplares de Pinot Noir, relatada aqui no site, o Roncevie foi o grande destaque. Se por um lado foi uma pena abrir um vinho dessa magnitude tão jovem, por outro também foi interessante prová-lo novo, com toda sua exuberância de fruta (cereja e mirtilo principalmente). Potente, aveludado e estruturado. Roncevie é uma lieux-dit situada entre duas das mais famosas apelações da Côte de Nuits, Gevrey-Chambertin e Morey-Saint-Denis. Sem dúvida um terroir abençoado para a produção de Pinot Noir. Vinho adquirido na Cellar Vinhos.

04 – Vinosia Marziacanale Taurasi 2012

Taurasi é uma denominação de origem localizada na Campania, 100% dedicada a casta Aglianico. Este “Marziacanale” estava exuberante, com notas de couro, especiarias, café, chocolate e tabaco. Uma das melhores relações custo/benefício em se tratando de grandes tintos italianos. Adquirido no Emporium Bocaiúva.

03 – Poggio al Tesoro Sondraia 2016

Supertoscano, da famosa denominação Bolgheri, terra de alguns dos mais famosos vinhos do mundo, tais como Sassicaia, Solaia e Tignanello. São os melhores ‘cortes bordaleses’ fora de Bordeaux, ou seja, geralmente blends de Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Mesmo jovem, já estava perfeito, com TUDO o que podemos esperar de um grande tinto: Sedoso, macio, elegante, potente, estruturado, encorpado, complexo, e poderíamos continuar com outros mil adjetivos. Um vinho tecnológico, o que pode ser questionado do ponto de vista filosófico, mas que impressiona muito numa degustação. Mais um super presente da nossa amiga Gabriela Rosa, que o trouxe diretamente da vinícola.

02 – Domaine Bernard-Bonin Meursault ‘Clos du Cromin’ 2017

Meursault é uma das denominações mais conceituadas de toda Côte d’Or, localizada na Borgonha. O ‘Clos du Cromin’ 2017 é oriundo das vinhas mais novas do Domaine Bernard-Bonin e segue regras biodinâmicas. Um vinho delicado e concentrado. No nariz detectamos limão, flores brancas e um leve vegetal, sem as notas típicas de torrefação por ser um vinho muito novo. Ficamos preocupados com a ideia de ser um infanticídio abrir um Meursault de 2017 com uma longa vida pela frente, mas ele estava absolutamente delicioso! Textura cremosa, mineral, com grande frescor e sabores de creme de frutas brancas e doce de limão. Vinho adquirido na Cellar Vinhos.

01 – Domaine Jean-Marc Boillot Puligny-Montrachet Premier Cru ‘Les Champs Canet’ 2017

Vinho ultra perfumado, com aromas de maçã verde, flores brancas, citronela e manteiga fresca. Extremamente elegante, ainda mais intenso que o Meursault descrito acima, cítrico, macio e com grande equilíbrio entre frescor e acidez. Os vinhos de Puligny-Montrachet são muito reputados por sua potência aromática e untuosidade pronunciada, e aqui tivemos um exemplar que faz jus à fama. Facilmente um dos melhores vinhos brancos que já tivemos o prazer de degustar! Vinho adquirido na Cellar Vinhos.

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