Participamos de uma degustação de Sauvignon Blanc catarinense

Já escrevemos sobre a Sauvignon Blanc aqui no site, e no final do artigo dizíamos que esta casta “tem tudo para se tornar a uva emblemática da Serra Catarinense”. Decidimos então realizar uma degustação às cegas com sete exemplares de seis municípios catarinenses, incluindo Bom Retiro, São Joaquim, Água Doce, Campo Belo do Sul, Urupema, e um inusitado Vinho Laranja de Florianópolis.

O rótulo que abriu a noite foi o Taipa Mayer 2019, de Urupema. No nariz apresentou maracujá, pêssego em calda, flor branca e arruda. Com acidez média(+), mostrou-se simples em boca, basicamente cítrico, com final curto.

Na sequência tivemos o Abreu & Garcia Ami 2018, de Campo Belo do Sul, com aromas de arruda, maracujá, aspargo, e os clássicos descritores “xixi de gato” e pimentão verde (sutil). Ficou no médio em tudo (acidez, corpo, álcool, intensidade do sabor e final).

O terceiro foi o exótico Vinho Laranja Quinta da Figueira Sauvignon Blanc 2015, de Florianópolis. No nariz levamos um susto! Junto com a casca de laranja em compota veio um forte aroma de oxidação, lembrando ferrugem. Imaginamos que o vinho estaria para lá de Bagdá. No entanto em boca surpreendeu totalmente, com um atípico sabor de pêssego. Possuía uma leve presença de madeira, e características terciárias. Acabou sendo o vinho melhor pontuado da noite.

Depois foi a vez do Sanjo Sauvignon Blanc 2016, de São Joaquim. No aroma sentimos arruda, goiaba do mato e pólvora! Em boca era bastante herbáceo, com acidez alta e final médio.

O Villagio Grando Sauvignon Blanc 2018, de Água Doce, apresentou aromas de aspargo, folha de tomate e floral, sendo cítrico e herbáceo em boca. Boa acidez e mediano no restante (corpo e final).

O Suzin Sauvignon Blanc 2019 possuía um leve cítrico e um leve herbáceo no aroma, além de “cabeça de fósforo”, o que possivelmente indica um defeito: excesso de Anidrido Sulfuroso (SO2). Porém com tempo de garrafa esse defeito tende a desaparecer. Em boca era herbáceo e com um leve amargor. Tinha acidez média(+), porém o final era médio(-).

Finalizando a degustação, tivemos o Thera Sauvignon Blanc 2017, de Bom Retiro. No nariz detectamos arruda, flores brancas, maracujá e notas herbais. Em boca predominou o herbáceo, e se revelou mediano em tudo (acidez, corpo, final, etc.).

Segundo vinho melhor pontuado da degustação.

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