Top 10: Os dez melhores vinhos que degustamos em 2018

10 – Tenuta Cavalier Pepe Taurasi Riserva La Loggia del Cavaliere DOCG 2011

Já havíamos comentado esse vinho em duas oportunidades (aqui e aqui). Produzido na região da Campania com a uva Aglianico, a DOCG Taurasi é responsável pelos melhores vinhos desenvolvidos com esta casta no sul da Itália. Com distribuição no Brasil pela importadora Mondoroso, a garrafa foi adquirida na Santa Adega em Florianópolis. Um tinto opulento como poucos.

09 – Evinor Tokaji Szamorodni Száraz 2012

Os Tokays doces são famosíssimos, mas que tal um Tokay seco? Os Szamorodnis são vinhos feitos com cachos parcialmente botritizados, porém sem seleção de bagos botritizados (aszú). Existem nas versões Száraz Szamorodni (seca) e Édes Szamorodni (doce). As uvas utilizadas são as mesmas dos Tokays doces: Furmint, Hárslevelü e Sárga Muskotály. O exemplar seco que provamos possuía um buquê de oxidação e notas oleaginosas que nos lembrou imediatamente de um Jerez seco. Harmonizamos com ostra ao bafo e ficou um espetáculo! O vinho foi adquirido no Empório Húngaro.

08 – Champagne Taittinger Brut Réserve

Em dezembro participamos da “Masterclass Espumantes Método Tradicional”, realizado na ABS de Florianópolis e ministrado pela dupla Gabi Frizon e Diego Arrebola (Entre Copos). Foram degustados às cegas onze espumantes, incluindo champagnes e cavas, além de exemplares do Brasil e Portugal. Impressionante como a Taittinger se destacou entre todos, apresentando equilíbrio perfeito com suas notas autolíticas, frutas cítricas e acidez, com sabor amplo e maciez em boca.

07 – Travaglini Gattinara DOCG 2006

Somos fãs dos vinhos do Piemonte, e este Travaglini nos deixou eufóricos. Gattinara é uma DOCG cujos tintos são elaborados com Nebbiolo (chamada localmente de Spanna), podendo ser completados com até 10% de Vespolina e Bonarda. É ligeiramente mais rústico que seus primos famosos Barolo e Barbaresco. O vinho que bebemos já apresentava aromas terciários de piso florestal, típicos de envelhecimento em garrafa. Simplesmente fantástico!

06 – Domaine La Grange Tiphaine Clef de Sol Blanc 2014

Ficamos encantados com este Chenin Blanc de Montlouis-Sur-Loire (Vale do Loire). Possui um incrível aroma de marmelo, mineralidade e muita persistência. Encontramos essa preciosidade na Delacroix em SP.

05 – Juris St. Laurent Selection 2008

Já falamos deste vinho em nosso post “Vinhos Exóticos pt. 2“. A uva St. Laurent (pronuncia-se san-lor-ron) é comum na Áustria, e costuma ser comparada a Pinot Noir. Com dez anos em garrafa, a cor da bebida já possuía tons atijolados, e no nariz deliciosos aromas terciários como ameixa em compota e notas terrosas. Ótimo equilíbrio entre acidez, madeira, fruta e taninos. Complexo e elegante! Vinho adquirido na Santa Adega.

04 – Fritz Haag Riesling Trocken 2015

Somos apaixonados pela uva Riesling, e este Fritz Haag traz tudo o que podemos esperar da casta, como por exemplo aroma de maçã verde, mineralidade, e aquela nota petrolada exótica que gera tanta polêmica (vale a pena ler o artigo da Revista Adega sobre isso). Um vinho sedoso, perfumado, intenso e delicioso! Garrafa adquirida na Grand Cru.

03 – Rattalino Barbaresco Quarantacinque 2010

Segundo tinto do Piemonte que aparece neste top 10. Este Barbaresco não fica devendo nada para nenhum Barolo, sendo tão imponente quanto. Super complexo, com frutas pretas ácidas, notas terciárias e muito alcaçuz. Elaborado através de um vinhedo plantado em 1970, com rendimento cuidadosamente controlado. Que vinho, senhoras e senhores! Adquirimos através de uma oferta especial do VinumDay.

02 – Allan Geoffroy Chablis Premier Cru Vau-Ligneau 2016

Em novembro participamos do curso “Um Passeio pela Borgonha e seus Vinhos”, na Enoteca Decanter em Florianópolis, ministrado pelo enólogo Fabiano Mazzilli. Na ocasião tivemos a oportunidade provar seis vinhos, entre os quais os três brancos da foto acima, que incluíam um Borgonha “genérico”, o Chablis em questão, e um Santenay (todos 100% Chardonnay). O Chablis roubou a cena, apresentando finesse e elegância ímpares. Poderíamos beber este vinho para o resto de nossas vidas!

01 – Bodegas Cruz Conde PX 20 Anõs Solera Fundación 1902

Comentamos este vinho no artigo “Vinhos Exóticos pt. 1“, e posteriormente escrevemos um artigo sobre sua região produtora, Montilla-Moriles, a verdadeira rainha da uva Pedro Ximénez (e não Jerez, como muitos imaginam). Este vinho licoroso de sobremesa não fortificado é uma verdadeira obra-prima! Com um aroma muito intenso e pronunciado, desses que se sente de longe, encontramos melado, bala de coco queimado, tâmara, ameixa seca, uva passa, óleo de amêndoa, chocolate, café e caramelo. Em boca mostrou-se viscoso, untuoso, cremoso, com persistência eterna. Detalhe que o vinho foi maturado por 20 anos em barricas de carvalho americano e elaborado através de uma mescla de safras cujo vinho base data de 1902. Conseguimos essa maravilha na VinumDay.

Feliz 2019!

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