Cervejas e Vinhos participa de degustação de Riesling

Em março Cervejas e Vinhos teve a chance de participar de uma degustação cega de Riesling, ocorrida na 1º edição de uma nova confraria em Florianópolis, composta por alunos do curso WSET 3, que aconteceu na mesma cidade em fevereiro.

Foram selecionadas cinco garrafas de diferentes terroirs, incluindo Campanha Gaúcha (Brasil), Valle de Uco (Argentina), Alsácia (França), Mosel (Alemanha) e Pfalz (Alemanha).

Vamos aos vinhos, pela ordem em que foram degustados:

1) Fritz Haag Riesling Trocken 2015
Este vinho do Mosel, que já havia aparecido em nosso Top 10 de melhores vinhos provados em 2018, abriu os serviços da noite com suas notas de maçã verde e petróleo. Sem dúvida um belo exemplar da casta!

2) Domaine Bott-Geyl Riesling Les Eléments 2016
Apesar de Riesling ser uma uva cujos vinhos são considerados longevos, esta garrafa alsaciana de apenas 3 anos já estava bem evoluída. Sua cor dourada já mostrava o envelhecimento, e os aromas de pêssego e damasco vinham acompanhados de um leve mel, algo que denota característica terciária. Infelizmente já havia passado seu melhor momento, embora ainda estivesse aceitável.

3) Von Winning Riesling Deidesheimer Paradiesgarten 2016
Aqui tivemos um senhor vinho, com aromas de limão siciliano, flores e petróleo. Muito intenso e com grande tipicidade. Excelente Riesling de Pfalz.

4) Miolo Single Vineyard Riesling Johannisberg 2018
A esta altura, a degustação cega já havia virado um verdadeiro “descubra a Miolo”. E quando o mesmo chegou, suspeitamos desde o princípio. No nariz sentimos floral, ‘suco de maçã’ e chá de camomila. Zero petróleo, e sem tipicidade. Não era um vinho ruim, foi até considerado bom, mas não trazia o que esperávamos de um Riesling.

5) Doña Paula Estate Riesling 2017
Por fim, o vinho que, mesmo não tendo sido o melhor da noite (este prêmio foi para o exemplar de Pfalz), foi a grande surpresa da confraria. Tendo, na mesma sequência, Rieslings de Mosel, Pfalz e Alsácia, não esperávamos que um exemplar do Valle de Uco (quiçá a melhor região produtora de Mendoza) fosse nos agradar tanto. O vinho estava em evolução, com notas de damasco, mel e petróleo, mas ao contrário do vinho da Alsácia que já estava cansado, este demonstrava grande vigor. Muito bom!

Finalizando o dia, ainda tivemos dois vinhos bônus de sobremesa, não relacionados ao tema. Um Beerenauslese de Pfalz, feito com a uva Ortega (cruzamento de Müller-Thurgau com Siegerrebe), da vinícola Anselmann; e um Ice Wine de Zenit (cruzamento de Bouvier com Ezerjo), proveniente da região de Mátra, na Hungria, da vinícola Bárdos és Fia.

Lamentavelmente o Ortega de 2003 já estava decrépito, mas o Ice Wine húngaro foi um espetáculo, com aromas de amêndoa, geléia de damasco e mel. Um vinhaço!

A próxima edição da confraria terá como protagonista a uva Syrah. Posteriormente faremos uma postagem comentando a experiência. Até lá!

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