Cervejas e Vinhos participa de degustação de Garnacha

Cervejas e Vinhos teve a chance de participar de mais uma degustação temática, desta vez tendo como alvo a casta Garnacha. Também conhecida como Grenache e Cannonau, esta uva foi comentada recentemente aqui no site. O sommelier Marcos Alves da Santa Adega, de Florianópolis, selecionou 6 rótulos de 5 países, e a degustação foi realizada às cegas. Vamos aos vinhos:

Representando a Itália tivemos o Giuseppe Gabbas Cannonau di Sardegna Lillové 2013. Este vinho conta com 90% de Cannonau (como a Garnacha é conhecida na Sardegna) e 10% de outras variedades não divulgadas. Sem passagem por madeira, apresentou um nariz complexo, incluindo petricor (terra molhada), café, chocolate, couro e fruta negra em compota. Mas em boca a fruta havia ido embora, demonstrando que o vinho já tinha passado o seu auge. Ficou a curiosidade de prová-lo mais jovem, pois pareceu interessante.

Recentemente degustamos um Pinot Noir da Casa Marin que foi um dos melhores vinhos que provamos em 2019. Então a expectativa para este Casa Marin Cartagena Garnacha / Syrah 2015 era grande! Infelizmente o representante do Chile decepcionou. Um vinho mediano em tudo, com características de tintos comuns, sem nada de especial. A nota mais baixa da noite.

Numa degustação de Syrah que participamos e comentamos aqui no site, um exemplar da vinícola australiana Kilikanoon foi o grande destaque. O mesmo aconteceu aqui, com o Kilikanoon Prodigal Grenache 2014. Vinhaço, com aromas de morango, frutas negras maduras, couro, notas defumadas e alcaçuz. Acidez viva, taninos macios, encorpado e com final marcante.

Aqui tivemos a grande surpresa da noite. Tratava-se do vinho mais econômico que, no entanto, se revelou um dos melhores. Latido de Sara Wild Garnacha 2016, oriundo de Navarra – Espanha, apresentou frutas negras maduras, menta, cravo e alcaçuz. Em boca era “fresh”, com bastante acidez e tanino, bom corpo e intensidade de sabor. Excelente custo / benefício!

Os vinhos do Priorat são bem característicos e mesmo às cegas todos os participantes acertaram de primeira. O Castell d’Or Abadia Mediterrània D.O.Q. Priorat 2013 foi o vinho mais potente da noite, com notas de café, couro, cravo, canela, fruta negra madura e marmelada. Os taninos ainda estavam um pouco ásperos, com acidez e álcool altos. Mega encorpado, com grande final, e prometendo potencial para mais envelhecimento.

Finalizando a noite tivemos um raro Châteauneuf-du-Pape 100% composto de Grenache, o Domaine Roche-Audran 2015. Um vinho delicado, com aromas florais e de frutas vermelhadas maduras. A tríade acidez-tanino-álcool era média, assim como o corpo. Depois de um bom tempo aberto foi se revelando cada vez melhor. Certamente possui potencial para envelhecimento, e o ideal seria ter aerado o vinho previamente através de um decanter.

Baseado nas pontuações dos participantes, o ranking final da degustação foi:

  1. Kilikannon Prodigal Grenache – 94.8 pt.
  2. Latido de Sara Wild Garnacha – 94.2 pt.
  3. Abadia Meditterrània Priorat – 93.6 pt.
  4. Roche-Audran Châteauneuf-du-Pape – 93 pt.
  5. Giuseppe Gabbas Cannonau di Sardegna – 87.8 pt.
  6. Cartagena by Casa Marin – 86.2 pt

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