Cervejas e Vinhos participa da Degustação Chez France

No dia 24 de outubro de 2019, Cervejas e Vinhos esteve na ABS-SC, em Florianópolis, participando do evento “Degustação Chez France”. Philippe Ormancey, francês nascido na Borgonha e sócio-diretor da empresa Chez France, conduziu a degustação, apresentando 14 rótulos que fazem parte de seu grande catálogo. O diferencial da Chez France é trazer ao Brasil vinhos franceses de qualidade a preços amigáveis, o que se provou verdadeiro durante o evento. A seguir comentaremos brevemente todos os rótulos:

Começamos com a Champagne Vollereaux Brut Reserve, corte de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Tendo três anos em contato com as leveduras, apresentou o clássico “aroma de padaria”. Entrega o que se espera de uma champagne, sem o valor elevado das grandes grifes.

O Domaine de Saint Ser Cuvée de l’Oratoire 2017 é um rosé da Provence, corte de Cinsault, Grenache e Syrah. Achamos pouco aromático, mas deu para sentir frutas vermelhas no nariz e na boca. Correto, mas nada de excepcional.

Mais um rosé da Provence, porém muito superior ao anterior. O Domaine La Rouillère 2018 traz oito uvas em seu corte, incluindo castas brancas e tintas (Grenache, Cinsault, Syrah, Vermentino, Mourvèdre, Cabernet Sauvignon, Tibouren e Sémillon). No aroma frutas cítricas e exóticas, com final de groselha em boca. Muito bom!

Entrando nos vinhos brancos, tivemos o Domaine Jean Marie Haag Riesling 2017, representando a Alsácia. Aroma típico de Riesling da região, com notas petroladas e de maçã verde. Bom, porém tão frutado em boca que chega perto do enjoativo.

Os vinhos de Chablis não costumam decepcionar e aqui não foi diferente. O Domaine Florent Lesprit Chablis 2018 é um Chardonnay da Borgonha mineral e levemente defumado, bem seco. Ótimo!

Entre os brancos, esta foi a grande surpresa da noite. Já falamos de Muscadet aqui no site, e somos grandes apreciadores dos vinhos do Vale do Loire. Mas numa degustação que contava com Riesling da Alsácia, Chablis e Sancerre, não imaginávamos que um Muscadet roubaria a cena. O Château de la Ragotière Cuvée Amélie 2017 estava uma delícia, com nariz de frutas cristalizadas e mel. Um dos melhores Muscadet que já bebemos!

O Jérôme Godon Sancerre Elégance 2018 é um bom Sauvignon Blanc, sem aquele herbáceo habitual que costuma aparecer nos vinhos da casta. Apresenta frutas brancas maduras e cítricas.

Iniciando os tintos, o primeiro da noite foi o Moulin d’Issan Bordeaux Supérieur 2017, vinho de entrada do Château d’Issan, 3º Cru Classé de Margaux. Traz em seu corte 90% de Merlot e 10% de Cabernet Sauvignon. Frutas vermelhas bem presentes, assim como chocolate, evidenciando o uso de carvalho. Simples, mas agradável.

O segundo tinto foi outro Bordeaux, superior ao antecessor. O Le Haut-Médoc de Maucaillou 2016, corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, era mais equilibrado, com frutas vermelhas maduras e taninos amistosos.

O terceiro tinto foi um Pinot Noir da Borgonha, o Maison Jaffelin Cuvée des Chanoines de Notre-Dame 2017. Mesmo tendo 18 meses de carvalho francês, a madeira não era tão perceptível. Predomínio de frutas frescas como cereja, framboesa e cassis. Para um Pinot Noir de entrada, está ótimo.

E aqui novamente uma surpresa. Depois do Muscadet que se destacou entre os brancos, agora foi a vez de um Beaujolais chamar mais atenção que Bordeauxs e Borgonhas. O Domaine Brossette Moulin à Vent 2018 é um Gamay robusto, com frutas maduras tão vivas que pareciam mastigáveis. Um dos melhores Beaujolais que já tivemos a chance de degustar, e sem dúvida o melhor tinto da noite.

O Famille Jaume Pascal & Richard Côtes du Rhône tem um corte composto por 85% de Grenache e 15% de Syrah. Sem madeira e com framboesa fresca no aroma e em boca. Cativante.

O Dom Brial L’Etreinte 2018 é um Côtes du Roussillon corte de Syrah, Grenache, Carignan e Mouvèdre. Traz notas de cassis, violeta, pimenta preta e especiarias. Não passa por madeira. Bom vinho.

Finalizando a noite, degustamos o Château Cabezac 2017, um Minervois (AOC do Languedoc-Roussillon) de alta qualidade. Corte de Grenache, Syrah e Carignan, sem passagem por madeira, com notas de frutas vermelhas, especiarias e um leve apimentado. Muito bom!

Excelente evento, onde os participantes puderam realizar um belo passeio pelas principais regiões vinícolas da França. Philippe Ormancey foi muito simpático e conduziu a degustação de forma objetiva. Ao final todos os vinhos degustados foram disponibilizados para venda a preços promocionais. Não resistimos e adquirimos os dois rótulos que mais nos agradaram, o Muscadet e o Beaujolais.

Chez France
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