Degustação de vinhos italianos da importadora Mondoroso

A convite do sommelier Douglas Alex Leyes Balcon, Cervejas e Vinhos esteve presente na Santa Adega, no centro de Florianópolis, dia 15 de março de 2018, conferindo a degustação de dezenove rótulos da importadora Mondoroso, especializada em “vinhos italianos feitos à mão”.

“Vinhos de alta qualidade, autênticos, artesanais e sadios; vinhos com origem, com identidade e de produção limitada”. Esta é a filosofia da Mondoroso, que escolhe cuidadosamente as vinícolas com quem trabalha, todas de condução familiar, com vinificação de uvas provenientes exclusivamente de vinhedos próprios, colheita manual, utilização de técnicas de cultivo e de vinificação naturais, etc.

As treze vinícolas do portfólio da importadora são oriundas de quatro regiões muito especiais da Itália: Piemonte, Toscana, Vêneto e Campania.

O vinho que abriu a noite foi um espumante, o Corte Moschina Durello Sui Lieviti Purocaso IGT. Produzido a partir de uma casta desconhecida no Brasil, a Durella, este espumante do Vêneto surpreendeu com sua mineralidade e as leveduras na garrafa (método “Sui Lieviti”). Talvez não seja para todos os gostos, mas julgamos bem original.

Em seguida tivemos uma sequência de três brancos varietais, com as uvas Arneis (Piemonte), Pinot Grigio (Vêneto) e Falanghina (Campania). Todos frescos, frutados e corretos, mas o destaque ficou por conta do Ghiomo Langhe Arneis Fussòt DOC 2015. A denominação mais famosa dessa uva é a Roero Arneis, promovida a DOCG em 2006. Mas em nossa opinião esta versão de Guarene – Alba é superior a maioria dos Roeros, apresentando sabores de abacaxi e pêssego, e ótima persistência.

Antes de adentrarmos nos tintos, experimentamos um rosé que nos agradou muito, o Tenuta Cavalier Pepe Irpinia Rosato del Varo DOC 2016. Produzido na Campania com a estrela local, a poderosa uva Aglianico, resulta num rosé frutado (cereja e morango), macio e equilibrado.

A bateria dos tintos foi composta por treze exemplares de dez vinícolas. Representando o Piemonte tivemos: Ca’ del Profeta, Cascina Morassino e Ghiomo; do Vêneto vieram Corte Moschina e Cantine Benedetti; da Toscana La Fornace, Panzanello, Fattoria Lavacchio e Casa Alle Vacche; por fim, da Campania, tivemos a Tenuta Cavalier Pepe.

A grande casta do Piemonte é a Nebbiolo, uva dos famosos vinhos Barolo e Barbaresco. Inclusive este último esteve presente na degustação com o exemplar da Cascina Morassino. A noite também contou com um Barbera D’Asti e com um Grignolino, ambos da Ca’ del Profeta.

Vêneto é a terra do conhecido vinho Amarone, mas aqui tivemos um Valpolicella Classico Superiore da Cantine Benedetti, corte de Corvina, Corvinone, Rondinella e Molinara, e um vinho que achamos muito interessante, o Corte Moschina Cabernet Veneto Colle Alto IGT 2015. Mesclando Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, o grande diferencial é que em sua vinificação ele conta com a milenar técnica do “apassimento”, uma passificação natural das uvas, o que nos fez lembrar imediatamente do Amarone. Fruta madura, cacau e especiarias são as notas principais deste vinho, que se mostrou encorpado e de sabor intenso.

Na seleção Toscana tivemos três Chianti, incluindo um chamado Chianti Puro, da Fattoria Lavacchio, que se orgulha de ser 100% natural, sem adição de sulfitos; e um Brunello di Montalcino da La Fornace, 100% Sangiovese. Um vinho complexo, aveludado e delicado, com aromas de ameixa, cereja, especiarias, canela e chocolate.

Fechando os tintos, foram apresentados três vinhos da Tenuta Cavalier Pepe, todos contendo Aglianico em suas composições. O Irpinia Aglianico Terra del Varo DOC 2013 contava com Aglianico e Merlot, enquanto o Irpinia Rosso Sanserino DOC 2014 possuía Aglianico e Sangiovese. Até que chegamos ao majestoso Taurasi Riserva La Loggia del Cavaliere DOCG 2011, um 100% Aglianico como manda a DOCG Taurasi. Este vinho não fica devendo nada para os grandes vinhos italianos como Barolo, Barbaresco, Brunello e Amarone. Aqui até podemos dar um copy+paste na descrição da própria vinícola, que é corretíssima: “perfume de frutas escuras maduras, geleia de amarena (ginja / cereja ácida) e especiarias. Na boca é macio, complexo e intenso, com acidez equilibrada, taninos sedosos e longo final”. Que vinho!

E claro que a noite não podia acabar sem um vinho doce, e o eleito foi o delicioso Ca’ del Profeta Piemonte Brachetto Regalo DOC 2016. Com a uva Brachetto se produzem tintos leves, espumantes, frisantes e vinhos de sobremesa, caso deste último. Com sabor de morango e notas florais em seu aroma, trata-se de uma bebida harmoniosa e levemente efervescente.

Ficou curioso com os vinhos? Então acesse o site da Mondoroso e visite a Santa Adega. Achamos excelente a iniciativa deles trabalharem com vinhos limitados, de produção familiar e o mais natural possíveis. Além de serem grandes expressões de terroirs esplêndidos.

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