Degustação: Champagne, Pinot Nero, Hermitage, Taurasi e Tokaji

Cervejas e Vinhos furou a quarentena momentaneamente no início de agosto para realizar uma degustação de vinhos, ao lado de nossa companheira de confrarias Gabriela Rosa, sommelière com dotes culinários que também preparou algumas harmonizações para este dia, juntamente com seu marido Artur Bastos.

Iniciamos os trabalhos com o Champagne Perrier-Jouët Grand Brut, corte de Pinot Noir (40%), Pinot Meunier (40%) e Chardonnay (20%). Super delicado, com todas as características que esperamos de um Champagne assemblage: floral, frutado, autolítico e ácido, tudo em perfeito equilíbrio. Testamos com a seguinte harmonização: melão orange com presunto parma, temperados com sal, pimenta do reino, azeite e limão. O limão foi o grande detalhe, pois sem ele a harmonização não foi bem-sucedida. Após seu acréscimo, a acidez se equilibrou com a do vinho e ficou bem interessante.

Antes de partir para dois super tintos que havíamos separado, um Hermitage e um Taurasi, decidimos abrir um tinto de corpo leve para criar uma sequência mais estimulante. O escolhido foi o Armani Pinot Nero Delle Venezie IGT 2016. Não se trata de um Pinot com estrutura ou nervo, mas desceu muito bem a 16°C num belo dia de sol. O vinho estagia em barris de carvalho mas é quase imperceptível, com domínio de frutas vermelhas no aroma.

Após uma leve pausa para provarmos o churrasco comandando por Artur Bastos, com maminha Angus e linguiça artesanal de porco com rúcula, chegou o momento de abrir o Jean-Luc Colombo Hermitage Rouge “Le Rouet” 2010. Os amantes de Syrah sabem que Hermitage é a denominação de origem mais respeitada e reconhecida de todo o planeta em relação a casta, e que fica localizada na parte norte do Vale do Rhône, na França. Como já era de se esperar pela safra, o vinho estava dominado por notas terciárias (couro, carne, alcaçuz). Um vinho grandioso, que foi melhorando a cada taça. Porém não recomendado para mais envelhecimento, já estando no limite de sua vida.

Enquanto degustávamos o Hermitage, deixamos aerando no decanter o Vinosia Taurasi “Marziacanale” DOCG 2012. Para quem não conhece, Taurasi é uma denominação de origem localizada na Campania, Itália, 100% dedicada a casta Aglianico. Taurasi está, para a Aglianico, como Hermitage está para a Syrah. A fama é tanta que Taurasi também é chamada de “o Barolo do sul”, embora seus produtores discordem e digam que o Barolo é que é “o Taurasi do norte”. Brincadeiras a parte, trata-se de um grande vinho, que merecia ser muito mais conhecido. Este “Marziacanale” estava exuberante, mais vívido que o Hermitage, com notas de couro, especiarias, café, chocolate e tabaco. Harmonizamos com entrecot e fraldinha e ficou espetacular!

Para concluir, hora da sobremesa, com um Grand Tokaji Aszú 5 Puttonyos 2013. O “Vinho dos Reis, Rei dos Vinhos” apresentou notas de mel e frutas em compota, como laranja, marmelo e pêssego, e acidez vibrante que equilibra tudo e pede por mais um gole. Testamos harmonizações com pera caramelizada na churrasqueira, gorgonzola, macadâmia com mel, damasco, tâmara, noz pecan, amêndoa torrada com cal, castanha de caju, castanha do pará e nozes. Tudo ficou incrível!

Mais informações sobre Champagne:
https://cervejasevinhos.com/cv/artigosvinhos/2020/dossie-champagne-castas-tipos-e-principais-produtores/

Mais informações sobre Tokaji:
https://cervejasevinhos.com/cv/artigosvinhos/2020/dossie-tokaji-hungria-vinho-dos-reis-rei-dos-vinhos/

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