Jerez MasterClass ministrada por Entre Copos na ABS-SC

Cervejas e Vinhos participou, no dia 9 de outubro de 2018, da Jerez MasterClass, ministrado pela dupla Gabi Frizon e Diego Arrebola (Entre Copos), realizada na ABS-SC, como parte da Semana Internacional do Jerez (#sherryweek).

Tanto para enófilos quanto para profissionais do vinho, memorizar as características dos diferentes estilos de Jerez não é uma tarefa fácil. Com ótima didática, Gabi e Diego conseguiram descomplicar um pouco o assunto, especialmente em suas explicações sobre o que talvez seja a chave para entender o Jerez: os dois tipos de envelhecimento utilizados no processo de elaboração dos vinhos da região: o biológico e o oxidativo.

O clima quente, os ventos poniente e levante, o solo de albariza, as variedades de uvas (Palomino, Pedro Ximénez e Moscatel de Alexandria, todas brancas), o sistema de Solera, a fortificação com espirituoso neutro, as diferentes leveduras utilizadas, e muito mais, foram alguns dos tópicos abordados de forma esclarecedora pela dupla.

Como principais estilos de Jerez, temos entre os secos: Fino, Manzanilla, Amontillado, Palo Cortado e Oloroso. Nos estilos naturalmente doces: Pedro Ximénez (PX) e Moscatel. Nos estilos adocicados: Pale Cream (também conhecido como Pale Dry), Medium e Cream. E ainda há os Jerez com indicação de idade, a qual só pode ser indicada para os estilos Amontillado, Palo Cortado e PX.

Tivemos a oportunidade de degustar sete vinhos, de quatro diferentes produtores (Tio Pepe, Fernando de Castilla, Marques del Real Tesoro e González Byass) e de cinco estilos (Fino, Manzanilla, Oloroso, Cream e PX). Pela ordem de degustação: Tio Pepe Palomino Fino, Fernando de Castilla Fino, Marques del Real Tesoro Fino, Fernando de Castilla Manzanilla, González Byass Alfonso Oloroso, Gonzáles Byass Solera 1847 Cream e Fernando de Castilla Pedro Ximénez.

Todos os vinhos impressionaram, mas nossos destaques vão para o Alfonso Oloroso da González Byass, e o PX da Fernando de Castilla. O primeiro com sua salinidade, o segundo com seu dulçor de melado, ambos ricos e complexos, inesquecíveis.

Foi uma experiência incrível, e é uma pena que os vinhos de Jerez sejam tão pouco consumidos e conhecidos no Brasil. Atividades como esta, e diversas outras que aconteceram durante a Semana Internacional do Jerez, são fundamentais, e esperamos estar contribuindo com nossa pequena divulgação também.

Por uma dessas coincidências da vida, dias antes de sabermos do evento em questão, escrevemos um breve artigo sobre Montilla-Moriles, região vizinha a Jerez na comunidade de Andaluzia na Espanha, que também produz vinhos generosos excepcionais, e que merece ser tão conhecida quanto. Clique aqui para conferir.

Outros eventos da ABS-SC já comentados aqui no site: Degustação de vinhos de Israel e Degustação de vinhos da Herdade Vinícola Müller-Dr. Becker.

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